O procurador-geral de Justiça da Venezuela, Tarek Saab, e o defensor público nacional, José Ruiz Angulo pediram renúncia de seus cargos nesta quarta-feira (25). A informação foi dada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que leu as cartas de renúncia.
A assembleia criou uma comissão com 13 deputados para definir novos ocupantes para o Ministério Público e a Defensoria, nos próximos 30 dias. Apesar da renúncia, a Assembleia decidiu que Saab ocupará o cargo de defensor público interino, até que uma liderança seja designada.
A advogada Larry Daniel Devoe Márquez, que chefiava a secretaria executiva do Conselho Nacional de Direitos Humanos, vai coordenar a Procuradoria-Geral interinamente.
Em seu comunicado, Ruiz Angulo afirmou que deixa o cargo por “motivos pessoais, familiares e de saúde”. Já Saab disse acreditar ter “cumprido seu dever com nobreza e honra” para com a Venezuela. Ele estava no cargo desde 2017.
“Desempenhamos o papel constitucional de preservar a paz e proteger os direitos humanos do nosso povo num período de agressão inimaginável contra a nação venezuelana”, escreveu Saab, em sua renúncia.
No início deste mês, Saab declarou que a lei de anistia, recém aprovada na Assembleia Nacional, seria o caminho para uma pacificação real na Venezuela, em meio aos ataques e sanções dos Estados Unidos, que no dia 3 de janeiro sequestraram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, a deputada Cilia Flores.
Saab condenou desde o primeiro dia a captura de Maduro e Cilia, que considerou um ato ilegal e uma violação do direito internacional.
O agora ex-procurador-geral esperava que a aprovação da lei de anistia beneficiaria Maduro e Cilia. “Estamos estendendo a mão. Que se levantem as sanções”, afirmou.

