Assim como a Capital e outras cidades gaúchas, Caxias do Sul também realizou o Festival do Trabalhador e Trabalhadora: Cultura em Movimento, reunindo programação cultural gratuita, participação popular e mobilização em torno das principais pautas do mundo do trabalho.

O evento iniciou às 13h nos Pavilhões da Festa da Uva. A programação musical contou com a Banda San Marino, Banda Modello, Banda Mercosul, Banda Cosmo Express, Banda Barbarella e para finalizar a escola de samba campeã do Carnaval 2026: Acadêmicos Pérola Negra. Além da distribuição de brindes, houve diversas atividades para as famílias.
A realização foi da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB/RS), em parceria com a Rádio Viva. Diversas lideranças sindicais participaram do evento.

Para a presidenta do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv) e integrante das diretorias da CUT/RS, Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam) e Dieese, Silvana Piroli, a luta dos trabalhadores é também a luta pela democracia. “A vida não tem hora extra! Lutamos pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Queremos um Brasil soberano e queremos que os trabalhadores sejam os protagonistas dessa construção.”

Ao parabenizar os bancários e bancárias, o diretor de organização e política sindical do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região, Nelso Bebber, lembra que a categoria sempre esteve a frente das principais conquistas do país. “Nós temos uma única data-base nacionalmente, com a participação de todos os sindicatos do Brasil para garantir os melhores acordos coletivos. Somos a primeira categoria a conquistar PLR, auxílio alimentação, auxílio refeição, ampliação da licença paternidade, e tantos outros direitos. Nós temos muito a comemorar, mas a luta continua.”

O professor José Carlos Monteiro, diretor do Sindicato dos Professores de Caxias do Sul (Sinpro/Caxias), aproveitou a ocasião para saudar os professores e professoras e reafirmar o compromisso do Sindicato com a luta por direitos. “Esse momento que atravessamos traz muitos dissabores e pressão para a classe trabalhadora. Vamos, em conjunto, lutar pelo fim da escala 6×1, assim como por outras reivindicações salariais e de condições de trabalho”.
Diretor do 1° Núcleo do CPERS-Sindicato, Carlos Eduardo Neves destacou a importância da união dos trabalhadores para decidir os rumos do país. “Nós, da educação, temos orgulho de formar os jovens para o mundo do trabalho. É importante nesse 1º de Maio que todas as categorias estejam unidas para celebrar a data, a memória dos trabalhadores, mas também para definir o rumo que queremos: a defesa da educação pública, da saúde pública, de condições dignas de vida e o fim da escala 6×1.”
Bandeiras da classe trabalhadora em destaque

O Festival do Trabalhador e Trabalhadora trouxe na sua essência a expressão política e social da classe trabalhadora, articulando cultura e mobilização em defesa de direitos. Entre as principais bandeiras defendidas nas atividades estavam a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, o fim da escala 6×1, contra a reforma administrativa, a valorização do serviço público, contra a pejotização e a defesa da soberania nacional e da democracia.

O festival também se posiciona firmemente na luta pelo fim do feminicídio, reforçando o compromisso com a vida das mulheres e com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e livre de violência.
Com atividades simultâneas em Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Maria, Passo Fundo e Pelotas, o festival propõe um grande circuito cultural descentralizado, ampliando o acesso à cultura e promovendo o encontro entre arte, cidadania e organização social.

