Nos últimos 12 meses, empresas de diferentes setores da economia fizeram parte da lista de maiores pagadoras de dividendos. Desde a dona de marcas como Melissa e Ipanema até companhias do setor de energia, como a Cemig.
Os resultados do período tiveram impacto da aprovação da tributação sobre dividendos no fim de 2025. Há empresas que preferiram antecipar a distribuição de remuneração aos acionistas antes que as novas regras entrassem em vigor em janeiro desde ano.
Líder do ranking é do setor de calçados
Segundo dados da EQI Research, a líder do ranking de maiores dividendos foi a Grandeno (GRND3)dona das marcas de calçados Melissa, Rider e Ipanema, com 31% de dividend yield. Ela é acompanhada pela Direcional Engenharia, uma construtora e incorporadora, e pela Marcopolo, que fabrica carrocerias de ônibus.
Veja a lista completa com seus respectivos valores de dividend yield:
- As aldeias (GRND3) : produtora de calçados com marcas como Melissa, Ipanema, Rider, Zaxy e Grenda, 31,0%.
- Direcional Engenharia (DIRR3): construtora e incorporadora, 21,2%.
- Marcopolo (POMO4): fabricante de carrocerias de ônibus, 16,8%.
- Cemig (CMIG4): Companhia Energética de Minas Gerais, 16,5%.
- Cyrela (CYRE3): construtora e incorporadora, 16,5%.
- Marfrig (MRFG3): empresa do setor de alimentos, 15,6%.
- Rede D’Or (RDOR3): operadora independente de hospitais, 15,1%.
- TIM (TIMS3): operadora de telefonia e internet móvel do Brasil, 14,4%.
- Itaúsa (ITSA4): holding de investimentos, 13,3%.
- Copel (CPLE3): Companhia Paraense de Energia, 13,0%.
Dividend Yield é uma das principais métricas do mercado financeiro
Ó rendimento de dividendos é um indicador para o retorno que um investimento paga em relação ao seu preço. Ou seja, mostra quanto o investidor recebe de dividendos, normalmente em percentual, e ajuda na avaliação de potencial de rendimento das aplicações.
Se uma ação vale R$ 100, por exemplo, e seu dividend yield é de 15%, o retorno seria de R$ 15. O cálculo é simples, basta dividir os dividendos por ação pelo preço atual do papel e multiplicar por 100:
Dividend Yield = (dividendos por ação / preço atual da ação) * 100
Rendimento de dividendos = (15/100) * 100
Rendimento de dividendos = 15
Como saber se o dividend yield é bom?
Rendimentos estáveis de 7% a 8% ao ano costumam ser considerados atrativos. Isto porque tanto porcentagem baixas quanto muito altas acendem alertas sobre uma desvalorização do ativo ou risco elevado.
Aspectos que podem ser analisados em conjunto com o indicador:
- Histórico do preço: veja a variação dos preços das ações da empresa ao longo do tempo, tanto no que se mantém estável quanto em movimentações sazonais ou incomuns.
- Estabilidade: pagamentos de dividendos consistentes ao longo dos meses e anos garante maior previsibilidade de renda e sinaliza boa gestão da empresa.
- Comparação com o setor: saiba se o volume e a porcentagem dos dividendos reflete a média das principais empresas da mesma área.
Por conta disso, não é possível afirmar qual o melhor dividend yield. Tudo depende da estratégia da sua carteira de investimentos e do equilíbrio do retorno das empresas que fazem parte dela.
Como escolher as melhores opções de investimento?
Acompanhe as principais notícias e os relatórios trimestrais das empresas que fazem parte do seu portfólio de investimentos. Há especialistas que comentam sobre as melhores opções de ações e dividendos, e conteúdos de educação financeira para usar como base.
Usar plataformas que facilitam a gestão e o monitoramento das aplicações no dia a dia também ajuda. O Inter, por exemplo, tem o Corretor residencial para compra e venda de ordens diretamente pelo celular e computador.
Ferramentas integradas do aplicativo da instituição ainda permitem acompanhar preços e realizar análises no mesmo lugar, inclusive com carteiras recomendadas.
Mudança nas regras de tributação influenciaram o ranking
Em dezembro de 2025 a Receita Federal atualizou as normas relativas ao Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas. Desde primeiro de janeiro de 2026lucros e dividendos distribuídos passaram a ter uma alíquota de tributação na fonte de 10% em valores superiores a R$ 50 mil por mês por empresa.
As novas regras também apontaram que não há retenção de imposto para lucros e dividendos de resultados apurados no ano-calendário de 2025 e que tenham tido distribuição aprovada até 31 de dezembro do mesmo ano.
Isto gerou antecipações por parte das empresas, para evitar que a remuneração aos acionistas no ano passado fosse tributada.

