Quem do Rio vota a favor dos trabalhadores?

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A campanha “Por mais tempo para viver” fez o que precisava até aqui. Tiramos o debate sobre a redução da jornada de trabalho das rodas sindicais e colocamos na mesa do Congresso. Agora, a bola está com os deputados e senadores. A questão é saber e tornar público quem vai votar a favor dos trabalhadores.

Claro, os barões do comércio e da indústria também estão se movimentando. Diante da percepção de que vão perder a guerra contra a PEC, trocaram de tática. A pretexto de negociar os detalhes, querem desfigurar o texto para sabotar os seus efeitos.

Antes pediam transição de 15 anos e “indenizações”. Agora, a jogada ficou mais suja. Além da “flexibilidade” na negociação das escalas, articulam “emendas frankenstein”. São propostas que nada têm a ver com o fim da 6×1, mas que pretendem costurar no texto para desfigurar a PEC e empurrar o enfraquecimento da Justiça do Trabalho pela porta dos fundos.

Para nosso desgosto, o Rio de Janeiro é representado por três senadores que acham que “descanso é privilégio de vagabundo”. Serão os primeiros a apoiar as emendas contrárias aos trabalhadores para ficar bem na fita com os patrões.

Por isso, tivemos o compromisso de estar presentes com as centrais sindicais em uma audiência pública que antecedeu a comissão especial da Câmara na última terça-feira (19) para ajudar a desarmar as bombas que a oposição e os patrões querem plantar no texto.

Quando a votação chegar ao plenário, duas trincheiras vão se abrir: a dos trabalhadores e parlamentares progressistas, que defendem para valer a redução da jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, sem corte de salário; e a dos que servem aos patrões. Vai ficar claro quem não merece receber nunca mais os votos dos trabalhadores.

As eleições de 2026 vão recompor o Congresso. Seu voto vai premiar quem está com a gente ou vai manter no poder quem sempre serviu aos patrões?

Escala 6×1 nunca mais. Por mais tempo para viver!

*Márcio Ayer é presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro e diretor nacional de Comércio e Serviços da CTB.

**Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato.

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