Ó cientista brasileiro Marcelo de Oliveira Souza é professor da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro), no estado do Rio de Janeiro, e desenvolveu uma nova rota para Marteque pode reduzir tempo de viagens espaciais em até três vezes.
Marcelo é graduado em Física e fez doutorado na área de Cosmologiapela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele contou à CNN Brasil que ser professor e divulgador científico é sua principal motivação.
“Meu pai era químico e minha mãe professora. Desde novo sempre tive interesse pelas ciências exatas. Decidi ser físico por influência do Einstein.” afirmou o professor.

No início de seus estudos, durante a graduação na UFF (Universidade Federal Fluminense), teve acesso a um telescópio pela primeira vez, e iniciou a carreira de professor em 1994, na UENF. Dois anos depois, participou da fundação do Clube de Astronomia Louis Crulsem Campos dos Goytacazes.

Neste ano, o clube comemora 30 anos de atividadesrepresentando grupos internacionais no estado do Rio Janeiro, como Astrônomos sem Fronteiras e Charlie Bates Solar Astronomy Project. Além disso, o clube é responsável pelo DarkSky Rio de Janeiro, único núcleo oficial da DarkSky no Brasil.
O cientista foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio da Dark Sky International por atividades de destaque na área de preservação do céu escuro. Entre as atividades de preservação realizadas por Marcelo, a institution destacou a fundação do Parque Estadual do Desengano como um International Dark Sky Park, o primeiro lugar com certificação DarkSky de céu escuro na América Latina.

Marcelo também foi responsável por trazer o astronauta Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua, para ministrar sua primeira palestra no Brasil em Campos dos Goytacazes, por meio do Clube de Astronomia Louis Cruls.
O professor também é coordenador do projeto Jovens Astros do Amanhã, que é apoiado e financiado pelo Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.
O resultado que obtive foi baseado em uma ideia simples. Não há nada de muito especial, minha surpresa é ser inédito. Eu antes da pandemia analisando as órbitas de asteroides com risco de colisão com a Terra encontrei uma trajetória perto da oposição em 2020 que passava perto da Terra e depois passava perto de Marte. O asteroide fazia essa viagem muito rápido, em um pouco mais de um mês.
Nova rota para Marte
Um professor brasileiro desenvolveu uma rota para Marte até três vezes mais curta que as atuais. Marcelo de Oliveira Souza, pesquisador do Rio de Janeiro, iniciou o projeto em 2015, ao estudar asteroides com trajetórias próximas às da Terra e do planeta vermelho.
Anos depois, Souza imaginou que poderia usar essa trajetória para calcular um caminho mais rápido para a viagem até o planeta vermelho.
Naquela época, eu não consegui obter uma trajetória porque precisava fazer várias simulações, e eu não dominava tecnologia, e não tinha recursos para que eu tivesse acesso que me permitisse fazer as simulações rápidas. Eu estava fazendo passo a passo as simulações”, diz Marcelo de Oliveira Souza, doutor em física pela UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense) em entrevista exclusiva à CNN Brasil.
O físico, com a ajuda da inteligência artificial, conseguiu checar e verificar novos resultados. Os resultados mostram que dados iniciais podem revelar “corredores geométricos” para missões interplanetárias muito mais rápidas.
*Sob supervisão de Thiago Félix

