Os afoxés pernambucanos voltam a se encontrar no palco do Teatro do Parque, no Recife, neste domingo (15), para mais uma edição do espetáculo “Recife Terras de Xangô Entre o Rio e o Mar”. A apresentação reúne os grupos Afoxé Oxum Pandá, Afoxé Omim Sabá e Afoxé Ogbon Obá em um show gratuito que celebra a ancestralidade, a musicalidade e a dança negra ligadas à tradição do candomblé e à cultura afro-pernambucana. O espetáculo começa às 18 horas e contará com mais de 100 artistas populares em cena. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro a partir das 17 horas.
O encontro propõe apresentar ao público um panorama da arte produzida a partir da espiritualidade afro-brasileira, destacando a força do ijexá tocado em Pernambuco. O repertório reúne músicas relacionadas à cultura e religiosidade negra, além de canções da música popular brasileira que dialogam com a luta e a resistência do povo negro. O espetáculo terá participações especiais da cantora Poli e do músico Parrô Melo, no saxofone.
A expectativa dos organizadores é ampliar o diálogo com o público sobre a riqueza estética, musical e simbólica presente nos afoxés, além de valorizar o trabalho de artistas, músicos, dançarinos e comunidades de terreiro que mantêm vivas as tradições do candomblé. As manifestações culturais surgidas a partir da diáspora africana no Brasil se tornaram símbolos importantes da identidade nacional, embora ainda enfrentem invisibilização e violências decorrentes do racismo estrutural e institucional.
Com direção artística e produção executiva de Jorge Féo, da Paó Produção & Comunicação, o encontro entre os afoxés começou em 2023, durante a 29ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos, com o show “O Vulcão entre o Rio e o Mar – Xangô, Oxum e Yemanjá”. No ano seguinte, a proposta retornou com o espetáculo “Recife Terras de Xangô Entre o Rio e o Mar”, que reuniu centenas de pessoas no Teatro de Santa Isabel.
Para Marcos Silva, vocalista e presidente do Afoxé Omim Sabá, o novo encontro reforça o papel simbólico da apresentação. Segundo ele, o espetáculo celebra o Recife como território de resistência, memória e espiritualidade, onde as águas do rio e do mar se encontram com a força ancestral do Xangô pernambucano.
O show conta com incentivo do Edital do Fundo de Incentivo à Cultura de 2024, dentro do Sistema de Incentivo à Cultura do Recife, por meio da Fundação de Cultura da Cidade do Recife e da Secretaria de Cultura da Prefeitura do Recife.

