Seleção brasileira feminina é derrotada pelos Estados Unidos em jogo marcado por polêmicas e recorde de público

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Com um público de mais de 55 mil pessoas, a Arena Castelão foi palco da disputa entre as seleções femininas de futebol do Brasil e dos Estados Unidos, em uma partida repleta de polêmicas e cartões vermelhos. Após duas vitórias consecutivas contra as norte-americanas, a Seleção Brasileira feminina foi derrotada por 1 a 0. As equipes já haviam se enfrentado em abril de 2025, quando o Brasil venceu por 2 a 1 e, mais recentemente, no sábado (6), na Neo Química Arena, também com vitória brasileira de virada por 2 a 1.

A confeiteira Sara Paiva esteve presente na Arena Castelão e afirma que essa foi a primeira vez que assistiu a um jogo de futebol feminino ao vivo no estádio e que o momento foi emocionante. “Foi uma sensação incrível. Valeu muito cada momento no estádio. Foi muito bom incentivar nossa seleção em busca de um resultado positivo. A vibração da arquibancada influencia diretamente dentro de campo, transmitindo uma energia contagiante.”

Paiva explica que é uma daquelas pessoas que, apesar de não acompanhar o futebol de perto, em época de Copa do Mundo se empolga e passa a torcer pela seleção. “Não será diferente com a seleção feminina. É muito importante valorizar e incentivar o esporte feminino, para que surjam novos talentos, mas, para além da torcida, é necessário também haver valorização financeira, já que a disparidade em relação ao futebol masculino é enorme.”

A artista visual Debora Silva também marcou presença na arquibancada. “Sim, foi o primeiro jogo da seleção feminina que assisti ao vivo no estádio, e me senti muito empolgada. Acho que tem um clima de Copa, mas é ainda maior ver as mulheres mais incríveis desse esporte na Arena Castelão. Uma sensação de alegria demais.”

Para ela, é fundamental a valorização do esporte feminino. “Não tem nada que desabone o time feminino. Ao contrário, muitas jogadas impressionantes. A importância de vermos a casa lotada é o reconhecimento profissional que elas merecem. Digno de quebrar recordes. Acho o máximo mulheres em todos os esportes e acompanho, principalmente, skate e surfe, mas o futebol é sempre garantia de alegria, mesmo perdendo.”

Essa foi a primeira vez da estudante de enfermagem Tarcianny dos Santos Silva em um estádio. “Foi minha primeira vez em um estádio. Ainda sinto a sensação de passar na catraca, escutar a arquibancada gritando, um arrepio subir em meu corpo e as lágrimas se fazerem presentes. Não é apenas um estádio e não são apenas jogadoras, são histórias sendo escritas. Infelizmente, não foi o resultado que desejávamos, mas a sensação de escutar mais de 55 mil pessoas cantando nosso hino foi linda demais. Realizei um sonho de criança, que era ver a Marta de perto. Acho que ainda não acredito que estive tão perto dela.”

Marta iniciou a partida no banco de reservas, mas aos 34 minutos do segundo tempo, após pedido das arquibancadas, a atleta deixou o banco e substituiu Tainá Maranhão. | Crédito: Casa Civil do Governo do Estado do Ceará

O jogo

Durante o primeiro tempo, a partida foi muito disputada e as seleções saíram de campo empatadas. O gol dos Estados Unidos veio somente na segunda etapa, em um chute de fora da área de Wilson. A bola desviou em Isabela e enganou a goleira Lorena. Com o placar em 1 a 0, as visitantes ganharam ainda mais confiança e passaram a buscar a ampliação do marcador, mas foram paradas pela defesa brasileira.

Em busca do empate, o Brasil foi para cima das adversárias, mas teve uma sequência de expulsões. O técnico Arthur Elias recebeu cartão vermelho por reclamação. Já na reta final da partida, Bia Zaneratto e Tarciane também foram expulsas. Após o apito final, Ludmila e Kerolin receberam cartão vermelho por reclamação.

“Houve muitos erros de arbitragem, que ocasionaram a derrota do Brasil, mas as atletas foram guerreiras e lutaram até o fim. Sim, valeu a pena, pois naquele momento não era eu quem estava assistindo, era minha criança que sempre sonhou em ver essas jogadoras de perto. Não me contive em lágrimas. Fui e iria milhares de vezes se soubesse que elas estariam lá”, diz Tarcianny dos Santos Silva.

Marta em campo

Marta iniciou a partida no banco de reservas, mas, aos 34 minutos do segundo tempo, após pedidos da arquibancada, a atleta entrou em campo no lugar de Tainá Maranhão. Marta não atuava pela seleção brasileira desde a Copa América do ano passado.

Copa Feminina de 2027

A Copa Feminina de 2027 será realizada no Brasil e, por ser o país-sede, a seleção brasileira já está automaticamente classificada para a competição. Essa será a primeira vez que o torneio acontecerá na América Latina.

A Copa contará com 32 seleções participantes e terá jogos realizados em oito capitais brasileiras: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza e Recife. O Estádio do Maracanã foi escolhido para sediar a partida de abertura e a final do torneio.

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