‘Sem guerra’: nos EUA e Irã, manifestantes vão às ruas e condenam agressão militar

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Dezenas de cidades nos Estados Unidos foram palco de manifestações nesse sábado (28) após a agressão militar perpetrada por Washington e Tel Aviv contra o Irã. De acordo com uma publicação do movimento anti-guerra norte-americano Agir agora para acabar com a guerra e acabar com o racismo (Answer), uma coalizão de organizações mobilizaram protestos emergenciais para se opor ao ataque conduzido pelo governo de Donald Trump.

“O ataque ilegal de Trump ao Irã é um ato de guerra que ameaça causar morte e destruição impensáveis. Mas o povo deste país rejeita mais uma guerra sem fim e vai às ruas agora para fazer nossas vozes serem ouvidas”, afirmou o grupo.

As cidades que realizam protestos incluem Atlanta, Baltimore, Boston, Chicago, Cincinnati, Denver, Las Vegas, Los Angeles, Miami, Minneapolis, Nova York, Washington e outras. De acordo com o jornal A colinapelo menos outros seis protestos foram marcados para domingo (29).

Nova York registrou um ato massivo no Times Square, principal centro comercial, enquanto o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, condenou os ataques militares norte-americanos e israelenses, afirmando que eles “marcam uma escalada catastrófica em uma guerra ilegal de agressão”. “Os norte-americanos não querem isso. Eles não querem outra guerra em busca de mudança de regime. Eles querem alívio para a crise de acessibilidade. Eles querem paz”, disse, em comunicado.

Washington também foi palco de protesto, onde manifestantes marcharam segurando cartazes contra a iniciação de uma guerra no Irã.

Após o ataque coordenado pelos Estados Unidos, os iranianos também saíram às ruas para defender a soberania nacional. Nas redes sociais, imagens registram manifestantes em Mashad entoando “morte à América”, frente ao santuário do Imam Reza.

Na cidade de Carmânia, também no Irã, milhares de civis saíram às ruas em repúdio à intervenção estrangeira, gritando palavras de ordem contra os Estados Unidos e Israel.

Na capital Teerã, uma das localidades atingidas pela ofensiva norte-americana e israelense neste sábado, imagens mostram manifestantes gritando: “Sem submissão, sem rendição. Guerra contra os Estados Unidos!”.

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