Sindicato realiza assembleia nesta terça (12) para decidir sobre greve no Metrô de SP

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O Sindicato dos Metroviários de São Paulo realiza, a partir das 18h desta terça-feira (12), uma assembleia para decidir sobre uma greve pré-agendada para começar à 0h desta quarta-feira (13). Se for aprovada, a paralisação deve atingir as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

A mobilização ocorre no contexto da Campanha Salarial 2026 e denuncia a falta de propostas por parte da companhia e da gestão estadual. “A greve pode ser evitada se o governo estadual e a direção do Metrô deixarem a intransigência de lado e atenderem às demandas da categoria”, disse o sindicato em nota.

A categoria reivindica a apresentação de uma proposta econômica que contemple o reajuste salarial e a Participação nos Resultados. Segundo o sindicato, até o momento, a empresa não apresentou índices que atendam às necessidades dos trabalhadores, o que tem travado as negociações.

Além da questão salarial, os metroviários colocam em pauta melhorias no plano de saúde e a implementação do plano de carreira. A categoria aponta que o sucateamento do serviço e a precarização dos benefícios são reflexos de uma política que prioriza a transferência de recursos para o setor privado em detrimento dos trabalhadores e usuários.

“Em 10 anos, o quadro de funcionários do Metrô reduziu para metade. A luta para abrir concurso é um dos motivos da greve”, afirmou nota dos Metroviários. Segundo a secretária de comunicação da categoria, Camila Lisboa, atualmente, a companhia conta com 5.663 funcionários distribuídos em todas as áreas de atendimento, operação dos trens, segurança pública, manutenção e administração.

Um dos pontos centrais da pauta é a exigência de novos concursos públicos para a reposição do quadro de funcionários. De acordo com dados do sindicato, o número de trabalhadores do Metrô reduziu praticamente pela metade nos últimos 10 anos. Essa redução tem gerado sobrecarga de trabalho e comprometido a manutenção e a operação das linhas.

O movimento também se manifesta de forma contundente contra os projetos de privatização e concessão de linhas estatais. Para os metroviários, a entrega do sistema à iniciativa privada agrava a falta de investimentos em segurança e manutenção, além de encarecer o sistema para a população.

Segundo a entidade sindical, o governo tem se recusado a dialogar de forma efetiva sobre as cláusulas sociais e econômicas. Os trabalhadores argumentam que a paralisação é o último recurso diante da intransigência da gestão estadual em negociar as melhorias básicas para a manutenção do serviço público metroviário.

A assembleia que determinará o fechamento ou não das estações nesta quarta-feira será realizada na sede do sindicato da categoria, no bairro do Belém, zona leste de São Paulo, e terá transmissão ao vivo no canal dos Metroviários do YouTube.

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