O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela, na última quarta-feira (24), subiu para 1.450. No sábado (27), o número estava em 1.430. A atualização foi feita, neste domingo (28), pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez. Foram feitos 3.150 atendimentos a pessoas feridas.
Rodríguez apresentou um relatório atualizado sobre os esforços para salvar vidas e auxiliar as comunidades afetadas. Ele informou que 2.501 projetos de infraestrutura foram impactados, incluindo 784 edifícios, 38 hospitais e 43 centros comerciais.
Foram contabilizadas 12.721 pessoas afetadas pelos abalos sísmicos de 7,2 e 7,5 na Escala Richter. O maior abalo já registrado chegou a 9,5, no Chile. Ainda segundo o presidente da assembleia, 73.937 famílias receberam assistência. Mais de 7 mil toneladas de alimentos e mais de 20 mil cestas básicas foram distribuídas.
Jorge Rodríguez agradeceu aos mais de 2,6 mil socorristas, de diversas nacionalidades, e 137 unidades caninas envolvidas nos esforços de resgate durante essas horas críticas, juntamente a técnicos e funcionários venezuelanos.
Corrida contra o tempo
No quarto dia após os tremores, as chances de encontrar sobreviventes sob os escombros diminuem a cada hora que passa. O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, disse à AFP em Genebra que o paradeiro de mais de 50 mil pessoas é desconhecido.
“Trata-se de uma operação de resgate extremamente complexa”, afirmou à agência internacional. Uma lista não oficial de desaparecidos que circula nas redes sociais reúne nomes de mais de 52 mil pessoas.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), estima que até 6,76 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos terremotos. A projeção inclui cerca de 2 milhões de moradores de Caracas e considera análises populacionais e de danos provocados pelos tremores.
Ajuda brasileira
Neste domingo (28), o quarto voo humanitário do Brasil parte em direção à Venezuela. A aeronave segue com 35 bombeiros militares dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Os bombeiros dos dois estados reforçarão as equipes que já atuam em La Guaira, na Venezuela.
A missão humanitária brasileira deu início neste sábado (27), logo após a chegada à Venezuela. As equipes atuam principalmente no município de Vargas, no estado de La Guaira, um dos mais atingidos. De acordo com o governo brasileiro, apesar das dificuldades logísticas da operação, a equipe resgatou pelo menos duas pessoas com vida.

