TCU ABRE PROCESSO SOB SIGILO PARA INVESTIGAR SUPOSTO ESQUEMA MILIONÁRIO NO PIAUÍ

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Relatoria é do ministro Walton Alencar Rodrigues; mais de 15 prefeituras estariam sob análise da Corte de Contas

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu o processo nº 03.389/2026-0 para investigar supostas irregularidades em contratos firmados por diversas prefeituras do Piauí com a empresa M R Locações e Serviços, de propriedade do empresário Marcos Renan de Melo Gomes, conhecido como Marcos Pagobio.

O caso está sob relatoria do ministro Walton Alencar Rodrigues, considerado um dos mais experientes e respeitados integrantes da Corte. Segundo apuração da reportagem, o TCU decretou sigilo no procedimento, em razão da gravidade dos fatos narrados, da quantidade de municípios envolvidos e da necessidade de preservar o andamento das investigações.

A denúncia que motivou a abertura do processo aponta que o empresário teria descumprido determinação anterior do próprio TCU, além de ter recebido, supostamente, pagamentos com recursos do Fundeb para eventos não relacionados à educação e que segundo informações não teriam sido executados.

Também há menção a possíveis práticas que teriam causado danos ao erário federal, o que poderá resultar em medidas cautelares, auditorias e responsabilizações, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Levantamentos iniciais indicam que mais de 15 prefeitos e prefeituras piauienses fazem parte da denuncia como Parnaiba, Ilha Grande e Luis Correia que já estariam entre os investigados no suposto esquema atualmente sob análise da Corte de Contas da União.

A denúncia ainda solicita um relatório de Inteligência Financeira ao Coaf, comunicação formal à Polícia Federal e adoção de medidas cautelares para preservar recursos públicos.

O processo agora segue para as primeiras deliberações do relator, que poderá determinar diligências imediatas, requisição de documentos, oitivas de gestores, bloqueio de bens e valores dos envolvidos e outras providências legais.

Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com o empresário Marcos Pagobio. O espaço permanece aberto para manifestação.