Temporais deixam mortos, desaparecidos e desalojados em cidades do Rio Grande do Sul

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As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul entre a manhã de sexta-feira (1º) e a tarde de sábado (2) deixaram quatro mortos, duas pessoas desaparecidas e ao menos 512 desalojados. Os dados são da Defesa Civil estadual e de autoridades locais, que também registraram danos em ao menos 24 municípios.

Entre as vítimas está o jovem Everton Duarte Köhler, de 24 anos, que morreu em Canguçu após receber uma descarga elétrica durante o temporal, no Assentamento Arroio das Pedras. Em Bom Retiro do Sul, Denise Silva Martins, de 25 anos, morreu após ser atingida por um eucalipto durante a tempestade. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Outras duas mortes foram confirmadas após o naufrágio de uma embarcação pesqueira na Lagoa dos Patos, em Pelotas, na noite de sexta-feira, durante fortes rajadas de vento. Dois corpos já foram localizados, enquanto outras duas pessoas que estavam na embarcação seguem desaparecidas. As buscas contam com apoio da Marinha do Brasil.

Rosário do Sul foi o município mais afetado em volume de chuva, com 251 mm registrados em 24 horas. A cidade teve 512 pessoas desalojadas e decretou situação de emergência nível II após alagamentos e inundações em diversas regiões. Segundo a Defesa Civil, os moradores já retornaram às residências até a manhã de domingo (3).

Outros municípios também registraram volumes expressivos de precipitação em 24 horas, como Vila Nova do Sul (221,8 mm), Caçapava do Sul (205,4 mm) e São Gabriel (201,4 mm). No total, 80 cidades gaúchas tiveram mais de 69 mm de chuva em apenas 12 horas.

Em diferentes regiões do estado, as chuvas provocaram alagamentos, danos em residências e problemas em estradas. Houve registros em cidades como Agudo, Alegrete, Caçapava do Sul, Encruzilhada do Sul, Faxinal do Soturno, Itaara, Júlio de Castilhos, Lagoa Bonita do Sul, Marau, Nova Palma, Passa Sete, Santa Maria, São Gabriel, São Sepé, Silveira Martins, Sobradinho, Uruguaiana, Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Tucunduva e Vila Nova do Sul.

Além dos alagamentos, foram registrados danos em telhados, extravasamento de arroios e invasão de água em residências, com atuação de equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros em apoio às populações atingidas.

Granizo na região Metropolitana

Alguns bairros de Porto Alegre registraram chuva de cerca de 117 mm
Alguns bairros de Porto Alegre registraram chuva de cerca de 117 mm | Crédito: Joel Vargas/PMPA

Os volumes acumulados foram elevados em pontos da capital, chegando a cerca de 117 mm em áreas da zona sul, segundo monitoramento meteorológico. A intensidade da chuva gerou registros de alagamentos pontuais e problemas urbanos, além de ocorrência de granizo na região Metropolitana.

De acordo com a MetSul Meteorologia, a instabilidade no início de maio foi provocada pela formação de uma frente fria, com chuva volumosa e temporais isolados em diferentes áreas do estado, incluindo a região Metropolitana de Porto Alegre.

Semana de instabilidade em diferentes regiões

Segundo a MetSul Meteorologia, o Rio Grande do Sul ainda deve enfrentar instabilidade nos próximos dias, com possibilidade de chuva e temporais isolados em diferentes regiões. A atuação de uma frente fria mantém o tempo variável após os volumes intensos registrados no fim de semana.

Mesmo com períodos de sol, como observado na região Metropolitana, a previsão indica predomínio de tempo firme em parte dos dias, com variação de nuvens. A instabilidade deve ocorrer de forma mais localizada ao longo da semana, com possibilidade de pancadas isoladas em algumas regiões do estado e queda de temperatura nos próximos dias.

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