Toffoli se declara suspeito para analisar CPI do Banco Master e Zanin assume relatoria

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli declarou, nesta quarta-feira (11), suspeição para analisar o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master na Câmara dos Deputados. Com isso, o ministro Cristiano Zanin assume a relatoria do caso.

“Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, afirmou Toffoli, que havia sido sorteado para relatar o caso.

A recusa do ministro acontece menos de um mês depois de ele deixar a relatoria do caso Master, desde que o relatório da Polícia Federal (PF) apontou relações entre Toffoli e o principal investigado do caso, o banqueiro Daniel Vorcaro. O atual relator é o ministro André Mendonça.

Segundo o autor do pedido que cobra a abertura da CPI, deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) tem adiado, “sem justificativa”, a instalação de uma comissão para investigar as fraudes ocorridas na relação entre o agora liquidado Banco Master e o BRB (Banco de Brasília).

Em paralelo, no Senado, a CPI do Crime Organizado também voltou a atenção ao Master, o que poderá gerar alguns desdobramentos para o caso. Nesta quarta-feira, a comissão aprovou mais de 20 requerimentos para quebras de sigilos, pedidos de informações e convocações mirando o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima e “A Turma” do banqueiro Daniel Vorcaro.

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