Três grupos vencem leilão, com investimento de R$ 3,3 bi e deságio de 50,69

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O primeiro leilão de transmissão de energia de 2026, realizado nesta sexta-feira (28) na sede da B3, em São Paulo, contratou investimentos de aproximadamente R$ 3,3 bilhões, com deságio médio de 50,69% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) máxima estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os cinco lotes ofertados no certame foram arrematados por Cimy (lotes 1 e 6), Engie (lotes 2 e 3), Consórcio BR2ET (lote 4), respectivamente. Ao todo, o leilão prevê a construção e manutenção de 798 quilômetros de linhas de transmissão e a implantação de 2150 megavolt-ampères (MVA) em capacidade de transformação, além da instalação de compensadores síncronos.

Os empreendimentos estão distribuídos por 11 estados — Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo — com prazos de conclusão entre 42 e 60 meses.

A expectativa é de geração de mais de 8.498 empregos diretos e indiretos ao longo da execução dos projetos.

Disputa e perfil

O certame contou com a participação de dez proponentes e registrou disputa em todos dos cinco lotes. O Lote 3 apresentou o maior deságio individual, de 54,83%, enquanto o Lote 4 teve o menor desconto, de 37,89%.

Já o maior investimento ficou concentrado no Lote 3, estimado em cerca de R$ 1,38 bilhão, seguido pelo Lote 5, com R$ 1,01 bilhão.

Expansão regional

Os projetos têm como foco o aumento da capacidade de transmissão e o atendimento à demanda crescente por energia em diferentes regiões do país.

Além de reforçar o sistema no Sul e Sudeste, o leilão concentra investimentos relevantes no Norte e Nordeste, regiões estratégicas para a expansão da geração renovável no Brasil.

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