Trump diz acreditar que guerra na Ucrânia será resolvida “em breve”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, e que esperava que a guerra na Ucrânia fosse resolvida em breve.

“Tive uma conversa muito boa com o presidente Putin”, disse Trump durante uma reunião com o presidente turco, Tayyip Erdogan, na cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Turquia.

“Tivemos uma conversa longa; durou bastante tempo. E também falei com o presidente Zelensky logo depois. Acho que ambos querem chegar a um acordo… Acho que vamos resolver isso; tomara que em breve.”

Espera-se que Zelensky e Trump se reúnam na cúpula da Otan na quarta-feira (8), após meses de intensificação dos ataques da Ucrânia ao setor energético da Rússia e de ataques em larga escala de Moscou que mataram 50 pessoas na capital ucraniana apenas em julho.

Zelensky afirmou nesta terça-feira (7) que planeja discutir a necessidade urgente da Ucrânia por sistemas de defesa aérea para se proteger contra os ataques balísticos letais da Rússia.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.

O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.

Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.

Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.

Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.

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