Trump rejeita proposta de paz do Irã, mas diz ao Congresso dos EUA que guerra acabou

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou ao Congresso nesta sexta-feira (1º) que as hostilidades com o Irã “foram encerradas”, apesar de tropas estadunidenses manterem um bloqueio naval contra o país, considerado ato de guerra pelo direito internacional.

A comunicação ocorreu no mesmo dia em que Trump rejeitou publicamente a nova proposta apresentada pelo Irã para tentar encerrar a guerra. Segundo ele, Teerã quer incluir no acordo pontos que Washington considera inaceitáveis.

“Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito”, declarou Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca rumo à Flórida. O presidente disse ainda que a liderança iraniana está “muito desarticulada” e dividida em diferentes grupos.

“Eles fizeram avanços, mas não sei se chegam lá. Estão pedindo coisas inaceitáveis”, afirmou.

Na prática, a carta enviada ao Congresso tenta contornar o prazo legal para que os parlamentares autorizassem a continuidade da guerra. Nos Estados Unidos, o presidente pode iniciar ações militares sem aval prévio, mas precisa de autorização do Congresso em até 60 dias para manter o conflito.

Histórico da guerra

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em meio a negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano. Na sequência, Teerã respondeu com mísseis contra Israel e bases militares estadunidenses no Oriente Médio, ampliando o conflito para diferentes países da região.

Em abril, o eixo da guerra passou a envolver também o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Como represália aos ataques, o Irã bloqueou quase totalmente a passagem marítima, enquanto os Estados Unidos responderam com bloqueios a portos iranianos e novas ameaças militares de Trump.

As primeiras tentativas de cessar-fogo surgiram no início de abril, com mediação do Paquistão. O acordo provisório previa suspensão dos ataques pelos Estados Unidos e reabertura gradual de Ormuz pelo Irã, mas as negociações seguiram instáveis.

O impasse é marcado pela disputa sobre garantias de segurança, programa nuclear, presença militar dos Estados Unidos na região e continuidade dos ataques israelenses no Líbano. Teerã também apresentou propostas para reabrir a rota marítima e responsabiliza Washington pelo entrave nas negociações.

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas a Casa Branca mantém a ameaça de novos ataques caso as negociações fracassem.

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