O governo da Venezuela confirmou, nesta quinta-feira (29), que as restrições para uso do espaço aéreo impostas pelos Estados Unidos foram retiradas. A medida abre caminho para que companhias estrangeiras que realizam voos comerciais retomem suas operações normalmente no país.
O Departamento de Imprensa Presidencial venezuelano informou que a decisão foi tomada após conversa telefônica entre a presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Após uma conversa telefônica entre a presidente encarregada da República Bolivariana da Venezuela, Delcy Rodríguez, e seu homólogo norte-americano, Donald Trump, foi confirmado que o espaço aéreo comercial sobre a Venezuela será reaberto de maneira imediata”, disse a instituição.
A imprensa presidencial venezuelana também afirmou que “este anúncio marca um marco na agenda bilateral, priorizando a conectividade e a mobilidade dos cidadãos sob um marco de cooperação mútua”.
Mais cedo, durante um pronunciamento, Donald Trump havia anunciado a decisão. “Acabei de falar com a presidente da Venezuela. Informei que abriríamos o espaço aéreo sobre a Venezuela. Muito em breve, os cidadãos poderão viajar para a Venezuela com segurança”, disse a jornalistas.
Durante sua fala, o republicano também comentou a relação com o país venezuelano. “Eu queria agradecer a líder da Venezuela. As relações estão bastante sólidas e muito boas”, acrescentou.
Após um aviso de segurança em 21 de novembro pela Administração Federal de Aviação dos EUA, empresas aéreas internacionais, entre elas a brasileira Gol, reduziram quase totalmente as rotas comerciais com destino a Caracas.
Alguns dias depois do primeiro anúncio, Donald Trump afirmou, em uma publicação nas redes sociais, que “as companhias aéreas, pilotos e traficantes de drogas” deveriam considerar “o fechamento completo do espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela”, o que fez com que as poucas empresas estrangeiras que ainda operavam no país também suspendessem seus voos. Apenas empresas venezuelanas mantiveram suas atividades.
Pouco mais de uma semana depois do ataque militar feito pelos Estados Unidos, que deixou mais de 100 mortos e resultou no sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores, a panamenha Copa Airlines anunciou a retomada de suas operações.
Depois disso, as companhias espanholas Plus Ultra Líneas Aéreas, Iberia e Air Europa notificaram as agências de viagem sobre a reativação de seus voos entre Espanha e Venezuela a partir do dia 1º de fevereiro.
Após o anúncio de Trump, a American Airlines disse que planeja voltar a voar diariamente para a Venezuela. A companhia suspendeu as viagens para a Venezuela em 2019.

