O primeiro carregamento de insumos médicos doados do Brasil para a Venezuela chegou ao país vizinho neste sábado (10). O material soma 40 toneladas e vai cobrir as necessidades do Programa Nacional de Hemodiálise e Nefrologia do Sistema Público Nacional de Saúde venezuelano.
Durante o ataque dos Estados Unidos em Caracas, que terminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira dama, Cília Flores, o maior centro de distribuição de medicamentos da Venezuela foi atingido.
Cerca 85 contêineres que armazenavam insumos para diálise, foram destruídos no bombardeio e a Venezuela passou a enfrentar uma crise de abastecimento.
O carregamento brasileiro inclui 110 mil kits para tratamentos, dialisadores, cateteres e soluções essenciais para manter o atendimento aos pacientes renais. Entre as prioridades está a continuidade do tratamento para crianças e para a população idosa.
A embaixadora do Brasil na Venezuela, Glivânia Maria de Oliveira, participou do recebimento dos primeiros insumos a chegar em solo venezuelano.
Ela estava acompanhada da vice-presidenta setorial de Ciência, Tecnologia, Ecossocialismo e Saúde, Gabriela Jiménez Ramírez e o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Armando Di Negri.
O carregamento chega ao país menos de 48 horas depois de o governo brasileiro anunciar um plano de envio de 100 toneladas de medicamentos e insumos diversos.
Com doações de hospitais universitários e filantrópicos de todo o Brasil, a ação só foi possível porque o Brasil possui estoques seguros para esse tipo de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).
Na pandemia da Covid-19, a Venezuela disponibilizou 130 mil metros cúbicos de oxigênio ao Brasil, para diminuir os impactos da falta de respiradores no Amazonas.

